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SHHHHHHHHHHHospital!

Hospital São Lucas, Taubaté, SP. Meados de fevereiro.
Levo minha mãe para ser atendida e meu olhar crítico começa a funcionar.
Primeiro ficamos num ambiente fechado, apenas com o uso de ar condicionado.
Se alguém tosse na sala eu seguro minha respiração por alguns segundos, como se isso bastasse pra não pegar "algo" infecto-contagioso, transmitido pelo ar.
Quem assistiu ao filme "Epidemia" sabe do que estou falando.
Bom. Minha mãe, idosa, tem direito à senha de "prioritários".
Pronto Atendimento Prioritário, vem escrito na senha.
Após uma espera de alguns minutos (que pra quem sente dor parecem horas) e algumas tossidas depois, chamam pelo nome em uma das portas.
A alegria de pobre dura pouco, pois somos remanejados a outra sala, menor, sem janela, mas com uma TV de LCD, com sintonia ruim da TV Globo. Malhação ID. :P
E mais alguns minutos e tossidas.
Logo chamam novamente minha mãe pelo nome. E ela toda contente que já vai ser
atendida e medicada. NADA. Era pra aferir pressão e temperatura corporal.
Pra quem não tem dificuldade de locomoção, essa seria uma tarefa banal.
Mas pra quem coleciona artroses, com um pé "desabado", e com flebite no outro,
é um martírio. Por que não fazem isso na sala "sem janela"?
Voltamos à sala sem janela. Continua Malhação ID mal sintozado.
Logo chamam e começam a medicação. Erraram a veia várias vezes. Doeu bastante.
Mas é "normal" segundo alguns enfermeiros.
Como o local é apenas para pacientes, fui esperar próximo ao balcão das enfermeiras.
Nunca senti tamanha variedade bizarra de cheiros.
Com o prédio em reformas, chega um cheiro de cimento, areia, etc, e se junta ao cheiro de urina de uma amostra retirada de um paciente, mais o cheiro do alcool, material de limpeza e aquele básico cheiro de hospital.
Voltamos outro dia. A rotina se repete. Mas hoje está mais rápido.
Nada de aferir pressão, temperatura, etc. Foi só uma injeção e "adeus".
Aproveitei pra pedir informações sobre um amigo internado na U.T.I.
Me senti detro do prédio do F.B.I. tamanha a dificuldade de ter informações.
"O horário de visitas é tal", "o médico só chega tal hora", "Fale com a enfermeira
chefe". Tá...Vamos falar com a mulher. Mas onde ela está?
"Foi tomar UM café e já volta". Tá...Depois de 20 minutos encontrei um amigo que
trabalha lá e ele me deu as informações que queria e fui embora.

Eu acho, que por lidarem o tempo todo com gente doente, deixam os sentimentos de lado, se esquecem que estão tratando de humanos.
Mas me deu a impressão de ser uma oficina mecânica. Limpa.

04/03/2010 Publicada por Abu

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